Toda saudade é uma armadilha.
Ela é ardilosa: idealiza, dissimula, omite e esconde defeitos.
Em contraponto realça e superestima qualidades.
A saudade te seca, desidrata.
Você transformado em um sedento viajante no deserto sem fim.
Até que avista na saudade um oásis.
Palmeiras e água. Sombra e água fresca.
Mergulha de ponta.
Refestela-se. Refresca-se.
Bebe.
Engole...
...areia!
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